Resumo rápido: O manejo da dor oncológica é a área mais delicada da medicina da dor. Exige uma combinação de humanidade e profunda capacidade técnica. A Dra. Bruna Queiróz possui formação prática intensiva pelo ICESP / USP, o que a torna a principal referência médica na região do Norte de Minas para acolher pacientes oncológicos. Ela domina o uso complexo da escada analgésica, rotação de opioides e procedimentos intervencionistas avançados que bloqueiam a dor na sua origem, devolvendo dignidade ao paciente e conforto à família.
- As causas da dor no paciente com câncer;
- O impacto do acompanhamento por um médico especialista em dor;
- Como funciona a Escada Analgésica (uso seguro de opioides);
- O que são Bloqueios Neurolíticos (intervenção direta).
O Câncer Não Precisa Vir Acompanhado de Dor Insuportável
A dor oncológica é devastadora. Ela tira o foco do tratamento, enfraquece a imunidade (pelo estresse e insônia) e rouba a alegria das famílias. A dor pode surgir porque o tumor comprime ossos e nervos, ou porque a própria quimioterapia agride o sistema nervoso (gerando a chamada polineuropatia induzida por quimioterapia).
Na SENSIVE Neurofisiologia & Medicina da Dor, acreditamos que nenhum ser humano deve ser condenado a sentir dor se existem recursos na medicina moderna para aliviá-la. O diferencial técnico vindo do Instituto do Câncer da USP permite que ofereçamos em Montes Claros os mesmos protocolos adotados nos maiores hospitais do mundo.
Pilares do Tratamento da Dor Oncológica
A abordagem depende da intensidade da dor, mas o objetivo é sempre o controle da dor e a melhora da qualidade de vida:
| Estratégia | Como Atua | Diferencial SENSIVE |
|---|---|---|
| Escada Analgésica / Rotação de Opioides | Prescrição e ajuste criterioso de analgésicos e opioides (como morfina, metadona ou fentanil) de acordo com a resposta individual. | Expertise médica especializada para otimizar a analgesia, ajustando doses de forma segura para minimizar a sedação e os efeitos adversos. |
| Bloqueios Intervencionistas e Neurolíticos | Procedimentos guiados por imagem (escopia) para aplicação de agentes neurolíticos (álcool) em plexos e nervos específicos (ex: nervos esplâncnicos). | Interrompe a transmissão dos sinais de dor originados no tumor antes que cheguem ao cérebro, auxiliando na redução da necessidade de altas doses de medicações orais. |
| Tratamento da Neuropatia por Quimioterapia | Modulação da excitabilidade dos nervos periféricos afetados pelos agentes quimioterápicos. | Atua no alívio dos choques, formigamentos e queimação nas mãos e pés, promovendo conforto e favorecendo a adesão ao tratamento oncológico. |
Um Atendimento Acolhedor Para a Família Inteira
Sabemos que o câncer afeta toda a família. O paciente oncológico frequentemente chega fragilizado, cansado e frustrado. Nossa consulta é conduzida com sensibilidade e muito tempo, para ouvir o paciente sem pressa e explicar cada detalhe da estratégia de dor.
Quando a dor refratária resiste a medicações, oferecemos nosso ambiente estruturado para infusões venosas com medicações adjuvantes, devolvendo o controle da vida para quem já luta batalhas enormes todos os dias.
O Momento Certo Para Procurar o Especialista em Dor
Um importante desafio no acompanhamento oncológico é deixar a avaliação com o especialista em Medicina da Dor e Cuidados Paliativos apenas para fases avançadas da doença. A literatura científica internacional demonstra que a inserção da Medicina da Dor desde as fases iniciais do diagnóstico traz benefícios substanciais para a qualidade de vida, o bem-estar e a tolerabilidade do paciente ao tratamento.
A Dra. Bruna atua de forma integrada com a equipe assistente, auxiliando por meio da adequação criteriosa dos medicamentos (seja por via oral, transdérmica via adesivos ou outras vias de administração), com o objetivo de prevenir e manejar os picos agudos de dor (breakthrough pain).
Esse suporte contínuo auxilia o paciente a manter a funcionalidade e a disposição física necessárias para realizar as sessões de quimioterapia ou radioterapia com menor desconforto, favorecendo a adesão e a continuidade do plano terapêutico oncológico.
A Síndrome da Dor Total: Corpo, Alma e Mente
Na escola da USP e do ICESP, aprendemos que a dor oncológica nunca é estritamente física. Ela engloba a "Dor Total": o paciente tem dor óssea/muscular (física), dor financeira (afastamento do trabalho), dor emocional e espiritual (medo da morte) e dor social (isolamento da família). Tentar tratar tudo isso passando apenas uma receita rápida em 10 minutos de consulta é desumano.
Nossas consultas são longas justamente para decifrar qual pilar da dor está mais alto no dia. Em alguns momentos, será preciso aumentar o opioide. Em outros dias, será preciso focar em medicações que aliviem os pesadelos noturnos e a ansiedade incapacitante. Outras vezes será necessário desprescrever. Cada paciente é atendido e entendido em suas angústias, anseios e dores, avaliando todos os componentes envolvidos.
A Dor Pode Ser Controlada, a Esperança Deve Continuar
Se você ou seu familiar oncológico está sofrendo de dores refratárias aos medicamentos, a medicina da dor é o caminho. Entre em contato com a clínica SENSIVE em Montes Claros para agendar o acolhimento o mais breve possível.
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Perguntas frequentes
Todo paciente com câncer vai sentir dor?
Não necessariamente, mas a dor afeta cerca de 70 a 80% dos pacientes em estágios avançados da doença, seja pela compressão do próprio tumor sobre nervos e órgãos, ou como efeito colateral do tratamento (quimioterapia e radioterapia).
Qual o papel do Médico Especialista em Dor no câncer?
O oncologista trata o câncer (com quimioterapia/cirurgia). O médico da dor (com formação específica em dor oncológica) foca em manejar medicações fortes (opioides) com segurança e realizar bloqueios anestésicos para que o paciente consiga tolerar o tratamento oncológico sem dor extrema.
Opioides viciam? Tenho medo de tomar Morfina.
Quando prescritos e titulados por um especialista rigoroso, para o tratamento de dor por câncer, o risco de dependência psicológica é considerado baixo. O foco é tratar a dor usando medicações potentes dentro dos critérios da escada analgésica da OMS, buscando preservar a funcionalidade com o menor sofrimento possível.
Se a morfina não estiver segurando a dor, qual o próximo passo?
Se as doses orais estão no máximo e causando efeitos colaterais inaceitáveis (como sonolência severa ou constipação grave), o especialista em dor realiza a 'Rotação de Opioides' (mudando a medicação) ou evolui para técnicas intervencionistas: bloqueios nervosos, neurolises ou bombas de infusão contínua intratecais.
Fontes e referências
- Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP - USP)
- ESMO Guidelines - Cancer Pain Management
- Instituto Nacional de Câncer (INCA)
As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Em caso de sintomas, agravamento ou dúvidas sobre a saúde do seu sistema nervoso, procure atendimento médico com um especialista.